Quando assisti "Tropa de Elite" pela primeira vez, escrevi um post onde perguntava se as pessoas vestiriam as carapuças, mas sem acreditar nisso, claro.
Ontem, ao chegar à FFLCH (Fac. de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, para quem não sabe), encontro o seguinte cartaz: "Eles batem, nós debatemos". Era um convite para os alunos assistirem ao filme no espaço dos estudantes e, na seqüência, debaterem o assunto.
Eu até iria, não fosse pela certeza da dor no estômago e das úlceras, mas só para checar se algum dos tópicos abaixo fará parte do debate:
- formas delicadas de tratar com traficantes, criminosos e torturadores (pensem: eles "debatem", não batem);
- "somos nós que financiamos?" - pergunta que deveria feita pelas centenas que fumam em frente ao prédio, sem que nenhuma providência seja tomada;
- estado de direito: via de mão dupla?
- os dois lados do contrato social: quando o criminoso exige direitos de vítima (ou será que quando roubam os carros, celulares, ipods e afins dessa garotada eles recorrem à "consciência social" dos criminosos?);
- a apresentação pública de uma cópia pirata é crime? (vale lembrar que o filme ainda está em cartaz e que o encontro poderia ter sido marcado em algum cinema);
- teriamos peito para invadir a reitoria de tívessemos de lidar com o BOPE, CORE, COT, GATE, Choque e/ou Rota?
Consigo pensar em outras dezenas de tópicos para esse debate, porém o dever me chama e, ao contrário de muitos "revolucionários com o dinheiro de papai", preciso trabalhar.