Estava lendo o blog do amigo Pedro Cirne, viking português e clone de Zakk Wilde, e encontrei um post muito bom sobre a dupla Calvin e Hobbes. Além do texto muito pessoal - poderia ser diferente? -, há link para uma tira feita por um fã, imaginando como seria o fim da dupla.
Me identifico com Calvin em muitas coisas, mas não vou entrar no mérito, não é por isso que estou escrevendo. Como Agostinho, não acredito na bondade das crianças (quem quiser saber mais, leia as "Confissões"). Acredito que há, sim, um tanto de ingenuidade, mas bondade? Nunca. Crianças são cruéis.
Calvin, por outro lado, não parece ter muito tempo para exercer sua crueldade, pois está demasiadamente ocupado em seu próprio mundo. A tira de que falo é triste, por outro lado, pois mostra como se mata a imaginação de uma criança, como se sufoca esse mundo, essa "alternativa à crueldade", por assim dizer. Antigamente se fazia isso pela força, mas depois veio a moda da não-violência, do "não se bate em crianças" e os cintos e varas de marmelo foram substituídos por Ritalina. Quem quiser ver a tira,
clique aqui!Aproveitem para ver o restante do blog
aqui. Há uma boa leitura sobre o Capitão América, com um panorama da personagem e de como a atual situação política influencia os quadrinhos. Acho que a crítica ao Ato Patriótico é delicada e é algo que a Marvel precisa fazer com cuidado, pois há muito de contexto para se pensar. Se há argumentos contra do Capitão, como serão os argumentos a favor? Se querem saber o que eu acho, acho que reclamam demais do Bush e da política pós 11/09, mas alguém sabe o que é direito civil em países comunistas e/ou não-laicos? Reclamar do Ato Patriótico é uma coisa, mas é preciso observar as coisas com mais distância e mais friamente.