
|
O VERDADEIRO SÁBADO METÁLICO
por Marco Txuca, Thrash com H
Fazendo alguma concessão a meu asco pelo Blaargh Jack (q no melhor dos dias, é um barzinho "nada de mais"), eis q visitei a espelunca pelo segundo sábado seguido neste último, pra dar uma moral lá pro povo do Primacy, do Synnoveriem e do POTT. Tava frio, tava meio vazio, tava chovendo, mas foi do caralho!!!
Cheguei com o Primacy nova versão já ao palco. Thiago parecendo surpreso de me ver ali; até comentou: "pô, nem vi o Höhlemaus, e vc por aqui..." Na boa, cara, cada um sabe seu valor, e pra mim ñ tem isso de 'vingança' (ñ é bem esse o termo - qual seria?), ou coisa assim.
Tem uma pá de gente q ñ foi ver a gente semana passada, e nem foi em shows de outras bandas em q já toquei, e se eu deixasse de vê-los, ou as respectivas bandas, eu nem sairia + de casa. O q rola é q eu convido, e nunca INTIMO ninguém. Quem quer, ou pode, vai: ñ tem q ir por se sentir obrigado. Há muito já descartei esse expediente do meu repertório.
Se ñ vou, é pq ñ deu, ou pq ñ quis: pra fazer média, melhor ficar coçando.
E o Primacy recauchutado (ñ fizeram duas apresentações seguidas este ano com a mesma formação) abriu a noite fazendo uma apresentação legal, mas meio curta e ainda aquém do q pode. Tanto o Róbson (guitarrista) como o Daniel (baterista), q tb tocam no Synnoveriem demonstram técnica e boa vontade aliados ao time Pudim, Thiago e Ricardo, mas estão ainda meio "sem ritmo de jogo" (analogia tosca!). Se engrenarem, e se a banda deslanchar assim, pode retomar os bons momentos como o do show em Barretos em dezembro último.
Meu DESTAQUE vai pra "Nova Voz", do Thiago, menos estridente, + contundente, + sóbria.
(já os cabelos são os mesmos ahahahahah!)
Do Synnoveriem eu pouco posso falar além da competência instrumental coletiva, e do fato de, mesmo sendo um tanto fechados, serem uns caras razoavelmente acessíveis e educados (isso, em se tratando de bandas de melódico ou de prog, é moeda EXTREMAMENTE RARA - é quase sinônimo o sujeito tocar melódico e ser cuzão, vide Sonrisal...). O Émerson veio trocar idéias sobre o Lethal, passou alguns conselhos, os demais me cumprimentaram, e tal.
Mas no show deles/dela fiquei + ocupado em trocar idéia com os amigos do POTT, com um from hell das antigas q o Hilton conheceu ali (e um dos 500 mil ex-integrantes do Siegrid Ingrid ahah), e dar risada do Silvio, bebaço, agitar como nunca nos sons do Franga executados pela banda. Ñ curto metal melódico + q o estritamente necessário, então qualquer outra crítica ou elogio soaria hipócrita. Ponto.
Mas o q foi MUITO FODA foi o POTT (www.pott.cjb.net). Acho q os vi umas 3 ou 4 vezes apenas, e sem exagero, foi a melhor performance dos caras. O Cabelo é modesto e perfeccionista um pouco, e sempre fala de alguns erros, mas o q vi no sábado foi uma banda furiosa, competente e pra qual o show pode significar o ânimo q necessitavam pra seguir em frente. Só achar o público-alvo certo, q ñ estará no Blaargh, nem no Manifesto, e acho q nem no Blackmore.
Porra, o Silvio tocando parecia alheio ao estado etílico em q se encontrava; só vinha a lembrança de tal quando desligava o pedal após solar. A música escorava o cara, literalmente. O Wagner cantando e tocando ñ posso dizer ser um puta vocalista (vou fazer média falsa agora?...), mas está bem melhor e apropriado pro q tem q fazer; aquelas viradas Tom Hunting faz com propriedade, e isso é foda.
Marcão e Cabelo tb se destacaram pela garra, e lembro de quase ir às lágrimas com os solos perfeitos, idênticos, da "The Toxic Waltz". Ñ tem o q descreva pessoas tocando o som q lhes representa pra caralho: é tudo um misto de empolgação, técnica e desenvoltura q chega a chocar. Positivamente. Dava pra sentir a comoção no ar quando tocaram "Metal Command", e as + poucas ainda testemunhas presentes agitavam e cantavam junto. Se ñ tiveram o maior público, tiveram como bônus o q + se descabelou.
um dos DESTAQUES a se considerar foi a execução de "War Is My Shepard" (isso se chama Coragem. Ou Porra-louquice...) com o Cris (Middle Earth) ñ se fodendo nem um pouco aos vocais. Sugeri q efetivassem o cara de vez, e ele foi o primeiro a desconversar (é outro com contumazes surtos de modéstia); por isso sugiro uma outra coisa, dum outro jeito (e pra cutucar um pouco o Wagner ahah): pq vcs ñ fazem como o Savateije, e ñ passam a dividir os vocais, 70% a 30%?...
o outro DESTAQUE pra além de tudo isso, foi ver o Daniel (Synnoveriem e agora tb Primacy) bangeando com guitarra imaginária nos sons do Destrúcho executados ("Curse the Gods", "Total Disaster"). Após o show, conversando, confessou o q eu já tinha ouvido via Thiago na Fofinho: curte thrash, e ñ tanto metal melódico, o q é até engraçado, pq toca melódico pra caralho.
Ae camarada, entre prum Destrúcho Cover, pode ser legal!
|
|